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segunda-feira, junho 27, 2005

Mata de Sesimbra


O jornal Público de hoje publica uma "carta aberta ao primeiro-ministro", da autoria do Eng. Eduardo Pereira, acerca do projecto urbanístico para a Mata de Sesimbra.

A carta foi motivada por uma entrevista do actual ministro do Ambiente, onde este admitiu autorizar o projecto da Mata se um estudo de impacto ambiental mostrar que o projecto é aceitável. As declarações do Ministro foram:
"Pensamos que [o projecto da Mata de Sesimbra] não é uma boa solução (...) mas, como achamos que há problemas que não se devem arastar mais tempo nas nossas mesas, se o estudo de impacto ambiental mostrar que isto é aceitável, irá para a frente; senão, irá para trás."
Eduardo Pereira lembra que, segundo ele, a questão principal não é o estudo de impacto ambiental mas sim a legalidade do despacho de um anterior ministro do Ambiente, Isaltino de Morais, ao transferir direitos de construção que uma empresa alemã tinha na Aldeia do Meco, para uma outra empresa, na Mata de Sesimbra.

Recorde-se que o empreendimento da Aldeia do Meco foi inviabilizado por José Sócrates quando era ele próprio Ministro do Ambiente. Este facto deve ter criado em alguns dos opositores do projecto da Mata a expectativa de que Sócrates, agora primeiro-ministro, também inviabilize este projecto - esta "esperança" é muito evidente na carta agora escrita por Eduardo Pereira.

No entanto, tratam-se de projectos diferentes: a urbanização da Aldeia do Meco era uma aberração com construção maciça de edifícios próximo da zona costeira, com um impacto visual muito negativo naquela paisagem.

O projecto da Mata de Sesimbra, pelo contrário, integra-se de forma harmoniosa no interior da mata, e tem uma forte componente ambiental, com um acordo com a organização ecologista "World Wildlife Fund", estando programada inclusivamente a renaturalização da Mata, ou seja, a reintrodução de espécies naturais, como o sobreiro, o pinheiro manso e o zimbro, entre outras, mais adequadas do que os actuais pinheiros-bravos e eucaliptos (veja abaixo o link para o Plano de Gestão Ambiental da Mata).

Em todo o caso, mesmo que a legalidade do acordo estabelecido por Isaltino de Morais seja questionada - como pretende o Eng. Eduardo Pereira - isto só diz respeito a metade do projecto da Mata, já que a zona Norte é promovida pela "Herdade da Apostiça", que não participou nesse acordo.

Relacionados com este assunto, encontram-se na Internet os seguintes documentos:

  • Mapa do Concelho de Sesimbra com implantação da Mata

  • Plano de Gestão Ambiental da Mata de Sesimbra

  • Plano de Acessibilidades para o Concelho de Sesimbra (ficheiro Acrobat-pdf, de 3,95 MB).

  • segunda-feira, novembro 21, 2005

    O exemplo da Mata de Sesimbra


    A empresa Pelicano é responsável pela parte sul do projecto da "Mata de Sesimbra" (a zona norte é da responsabilidade da Sociedade da Herdade da Apostiça - ver mapa da Mata de Sesimbra).

    Apesar da constestação que grupos ecologistas portugueses têm feito a este projecto, a empresa Pelicano estabeleceu uma colaboração com a "World Wildlife Fund", uma grande organização ecologista internacional, que apoia o projecto da Mata de Sesimbra dadas as suas características de sustentabilidade ambiental: baixa densidade de ocupação, edifícios bem integrados numa zona verde, medidas para utilização racional dos recursos, redução do tráfego automóvel, etç.

    O projecto da Mata de Sesimbra encontra-se já numa fase avançada, estando neste momento diversos organismos da administração central a fazer a sua apreciação, após o que haverá um período de consulta pública.

    Entretanto a empresa Pelicano, após a experiência adquirida com o projecto da Mata de Sesimbra, ganhou um concurso para a construção de sete eco-cidades europeias. Segundo um dos responsáveis da Pelicano, uma casa construída com preocupações de sustentabilidade ambiental poderá custar entre 5% a 10% mais cara do que outra normal. «No entanto, com as poupanças em energia e outros factores, o proprietário amortiza a diferença em três anos». Veja a notícia no Diário de Notícias.

    Outras informações sobre o projecto da Mata de Sesimbra:
  • Informação da Naturlink
  • Notícia do Correio da Manhã
  • Notícia da TSF
  • Plano de Gestão Ambiental - AFLOPS
  • Informação da Quercus

  • terça-feira, outubro 14, 2008

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         O reputado jornal Financial Times resolveu dar uma ajudinha ao imobiliário Sesimbrense, e vai daí publicou, no passado dia 5-Outubro-2008, uma extensa notícia onde diz que a Piscosa é um bom sítio para o investidor avisado comprar uma casinha, particularmente depois da decisão de se colocar o aeroporto em Alcochete [ler aqui →]. Após uma descrição sumária ("Muito poucas pessoas têm consciência das extraordinárias paisagens desta zona"), adianta-se que a Fortaleza "É um posto da alfândega mas será possivelmente transformado num beach club" (bem, o que está previsto para ali é o Museu do Mar).
         "Sesimbra ainda mantém a autenticidade, pois teve uma Câmara comunista que permitia pouca construção e assim reteve muitas das suas características", disse Ana Colaço, da imobiliária Okasa, que acrescentou: "O crescimento é também limitado pela localização no sopé da Arrábida, uma área protegida como Parque Natural, com belas paisagens e altas falésias. Sesimbra nunca poderá responder a uma procura elevada pois está rodeada de parques e reservas e os novos empreendimentos são muito controlados. Não há simplesmente espaço para construir".
         Chegados a este ponto do artigo dá vontade de perguntar: mas o que é que deu ao Financial Times para escrever tais coisas? Ora veja-se a continuação: "É isto que tem atraído empresas como a Lisop, que construíu os apartamentos e vilas 'Terraços de Castelo' e está agora a erguer o condomínio Bay Beach Resort, com 204 unidades e que deve estar concluído na segunda metade do próximo ano."
         A seguir fala Michelle Prunty, duma imobiliária irlandesa que está a vender este mesmo empreendimento: "As pessoas apreciam o facto de ser um local pouco conhecido e que não foi destruído pelo excesso de construção. Eles gostam de viver entre as pessoas do local, numa atmosfera portuguesa. É uma localização de qualidade que atrai pessoas que querem investir fora do Algarve. E há ainda potencial para crescimento. As autoridades locais estão a investir fortemente na renovação de edifícios e estradas e creio que veremos uma verdadeira diferença dentro de três anos, à medida que a zona for sendo mais conhecida fora de Portugal". (Na página do Bay Beach Resort há um video promocional — ver — onde se diz que somos o "destino favorito do jet-set lisboeta e dos ricos").

    * * *
         Todo o artigo do FT é feito para aliciar o investidor incauto: compre porque isto é pouco conhecido, é autêntico e já não é possível construir mais nada (esquecem-se de falar na 'Mata de Sesimbra', por exemplo). Ou seja: compre porque os preços vão subir. O título do artigo é mesmo: "Onde os preços começam a levantar voo". É interessante ver um jornal de expansão mundial falar bem da nossa terra, mas custa ver este "bilhete postal" colocado ao serviço da empresa que está precisamente a descaracterizar o lado poente da baía.


    Wow! The Financial Times decided to give a helping hand to the real estate of Sesimbra: [read here →] It is good to hear nice things about your hometown in a famous newspaper like the FT. But it is strange the fact that the all the article leads the reader to buy the apartments of a particular firm that is building strongly in the bay of Sesimbra, the kind of buildings that are transforming a historic town in a spurious resort.
         Also, not all of the information given is accurate:

  • "The 17th century fort, now a customs post and possibly to be partly redeveloped as a beach club" - never heard of this 'beach club', only a Sea and Fishing Museum for that location.
  • "It had a communist council which allowed very little development so it has retained many features" - you hardly will find a local resident with such an optimistic opinion. It is true that the town retains many features, but it also lost many others.
  • "Sesimbra will never be able to cater to huge demand" - FT forgot to write about the Mata de Sesimbra project, and even the Lisop expectations are a denial of this.
  • "It's a quality location that appeals to people who want to invest outside the Algarve. And there is good potential for growth." - contradictory with the above.
         Anyway, I think it is true that Sesimbra still maintains a strong authenticity, that the landscapes are astonishing, and that prices will rise in the future. So, it might be a good investment. But I fear the impact of this in the quality of life of the inhabitants. In the last years the rising of real estate prices pushed young families outside the town. In the near future Sesimbra might be a touristic resort with no people living inside.

  • Notícia divulgada pelo semanário Sol. Veja a notícia completa do Sol aqui →
    O texto original do Financial Times também pode ser integralmente lido aqui →

    domingo, abril 23, 2006

    Mata de Sesimbra

    Depois da conversa sobre blogues ainda fui assitir ao debate sobre a Mata de Sesimbra, que decorreu ontem no auditório Conde Ferreira. Eu já tinha assistido aos outros dois debates integrados na consulta pública: o da Quinta do Conde e o da Corredoura e, por isso, já conhecia bem a intervenção inicial dos técnicos.

    Ontem ainda pude assistir a intervenções muito interessantes, como a do antigo presidente da Câmara M. de Sesimbra, Ezequiel Lino, que fez um resumo histórico da sua participação na urbanização do Meco, cujos direitos de construção passaram para a Mata. O antigo presidente da Câmara M. de Sesimbra manifestou-se frontalmente contra o projecto em discussão. Um pouco irritado por causa duma intervenção anterior, Ezequiel Lino protagonizou uma das cenas mais hilariantes: no meio da sua intervenção, ao pretender evocar o testemunho do seu antigo colega na Câmara, Aurélio de Sousa, perguntou à assistência se ele por acaso não estaria na sala. Então uma outra pessoa levantou-se e apontou para Aurélio de Sousa, que estava sentado mesmo em frente de Ezequiel Lino, a poucos centímetros de distância.

    Outra intervenção importante foi a de Adelino Fortunato, do Bloco de Esquerda, grande crítico do projecto das Mata, que anunciou ter colocado junto dos tribunais uma providência cautelar para tentar impedir o licenciamento da urbanização em discussão. Esta iniciativa foi feita juntamente com o eng. Eduardo Pereira e João Capítulo (director do Jornal de Sesimbra).

    Um dos temas da discussão foi a tomada de posição colectiva de algumas associações ecologistas (Quercus, Liga para a Protecção da Natureza e GEOTA: veja a notícia no Diário Digital).

    Duma forma geral, e tendo em consideração o conjunto dos três debates a que assisti, penso que a equipa que defendeu o projecto da Mata (incluindo o Presidente da Câmara, Augusto Pólvora), manifestou conhecer melhor todo o processo e documentos, rebatendo quase sempre, de forma competente, as dúvidas que foram sendo levantadas pela assistência. Uma grande desilusão foram os críticos, que manifestaram ter um conhecimento superficial do projecto e adiantam apenas "argumentos" emocionais e pseudo-ecológicos. A única excepção a esta superficialidade das críticas foi o eng. Eduardo Pereira, que se pronunciou mais especificamente sobre a transmissão de direitos de construção que os alemães tinham no Meco para a empresa Pelicano.

    O próprio parecer colectivo das 3 organizações ecologistas tem diversos erros, o que mostra que não estudaram devidamente o assunto. Dizem, por exemplo, que não há um plano de acessibilidades aprovado, coerente com o projecto da Mata, o que não é verdade.

    Argumentos como o de que a construção de mais «31 mil camas ... constitui uma pressão humana insuportável e incompatível com os objectivos de sustentabilidade traçados», tendo em conta que existem actualmente cerca de 10 mil camas turísticas em toda a região, é um apelo emocional sem fundamento, pois que o que interessa é saber qual a capacidade desejável de alojamento turístico nesta região. Um turismo de qualidade necessitará certamente de muito mais alojamentos.

    Curiosamente, o documento destas organizações ecologistas considera como aspectos positivos do empreendimento o uso de materiais sustentáveis e o modelo de concentração (em vez de espalhar as construções pela Mata, concentra-as numa zona, permitindo salvaguardar os corredores ecológicos), sendo que este último aspecto tinha sido antes apontado negativamente por alguns dos críticos.

    Em resumo, e apesar das muitas intervenções críticas ao projecto, o balanço final aponta para uma vitória daqueles que defendem o projecto - porque o que conta é a solidez dos argumentos (ou seja, a sua qualidade) e não a quantidade. Digo isto sem qualquer preconceito, porque na intervenção que fiz na Quinta do Conde critiquei alguns dos argumentos "económicos" de defesa do projecto, que considero serem pura demagogia, tal como é o caso de se afirmar que 50% do abastecimento do empreendimento terá origem na região. Em resposta à minha intervenção o anterior ecologista e actual consultor da Pelicano, José Manuel Palma, não soube responder cabalmente, pelo que, neste aspecto, mantenho as minhas reservas.

    quinta-feira, maio 25, 2006

    Mata de Sesimbra

    O World Wildlife Fund anda a recolher assinaturas para solicitar às "autoridades portuguesas, locais e nacionais, que aprovem o projecto" da Mata de Sesimbra. A petição, que se encontra em linha aqui, já tinha, esta manhã, 4.180 assinaturas.

    No documento, que tem como título: "Apoiemos uma vida sustentável em Portugal", lê-se que "este projecto, apoiado pelo WWF e pela Bioregional, recuperará e conservará 4.600 hectares de floresta degradada, e fechará 11 pedreiras; os edifícios e o empreendimento no seu todo atingirão rigorosos objectivos de zero-desperdício e zero-carbono; os agricultores e empresas locais beneficiarão de um sistema de certificação e o projecto criará 11 mil empregos."

    Eu próprio tive a oportunidade, logo na primeira sessão de esclarecimento do período de consulta pública, de colocar algumas dúvidas quanto ao "localismo" do abastecimento de produtos para o empreendimento, que a informação divulgada nessa reunião indicava ser originária, em grande percentagem, de um raio de 50 km. Ora, não só o raio de 50 km cobre Lisboa, como as leis comunitárias sobre a concorrência proibem qualquer limitação deste tipo.

    Por outro lado, os objectivos zero-desperdício e zero-carbono não me pareceram assim tão taxativamente identificados na informação então distribuída. O que me pareceu ler é que serão incorporadas no projecto medidas que têm em vista a eficiência energética e a redução de desperdício (como por exemplo o aproveitamento de águas das chuvas e reaproveitamento das águas residuais domésticas), mas sem o objectivo "zero", que me parece muito difícil de obter, por qualquer empreendimento, numa sociedade que ainda não está organizada nesse sentido.

    Esta argumentação provoca-me muitas dúvidas, apesar de eu considerar o projecto urbanístico em si como muito positivo, tendo apenas algumas reservas quanto à garantia da execução do efectiva do plano de gestão ambiental da Mata de Sesimbra. O nosso pobre nível de organização colectiva ainda determina que muitas das boas-intenções de processos de urbanização sejam alteradas e parcialmente desvirtuadas, no decurso da respectiva execução. Ora esta possibilidade é tanto mais provável aqui porquanto a Mata de Sesimbra é um processo inovador em muitos aspectos, e onde os imponderáveis serão maiores do que em qualquer outro projecto.

    Em todo o caso, não deixo de salientar que se trata de um projecto urbanístico de grande qualidade e que prevê a dinamização de um tipo de turismo que é o mais adequado para aquela zona. O projecto de renaturalização da Mata é também muito importante e deveria estar a ser defendido vigorosamente pelos ambientalistas, se defendessem verdadeiramente o Ambiente. Mas estes, envolvidos numa espiral de sectarismo típica dos processos partidários, não estão dispostos a deixar nenhum trunfo às empresas, que parecem odiar, como se viu nas sessões de esclarecimento. E o ódio, como se sabe, não é bom conselheiro.

    segunda-feira, março 13, 2006

    Mata de Sesimbra em discussão


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    Segundo notícia do jornal Público, tem hoje início a discussão pública do Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra, discussão que se prolonga até ao dia 24 de Abril.

    Estão programadas 3 sessões nas seguintes datas e locais (sempre com início às 21 horas):
  • 24 de Março - Escola Básica nº 3 da Q. Conde 1
  • 7 de Abril - Centro Paroquial do Castelo, Corredoura
  • 21 de Abril - Auditório Conde Ferreira, em Sesimbra

    Recorde-se que o projecto designado como Mata de Sesimbra abrange a grande zona assinalada na imagem de cima, mas encontra-se dividido em duas grandes áreas, com promotores diferentes: a Zona Sul, que agora entra em discussão pública, cujo promotor é a empresa Pelicano, e que tem dado origem a um longo debate por causa da transmissão de direitos de construção, que estavam atribuídos à zona do Meco e passaram para a Mata;

    O projecto da Zona Norte da Mata de Sesimbra é promovido pela empresa Herdade da Apostiça.

    Este debate público é muito importante e é pena que não se possam debater os dois planos (Norte e Sul) ao mesmo tempo, pois parte da discussão só faz sentido considerando a Mata no seu conjunto. Na medida do possível iremos dando informações, através deste blogue, sobre o desenvolvimento deste debate.

    Informações para esta discussão pública encontram-se disponíveis na Internet no seguinte endereço:
    www.matadesesimbra.com.pt  

  • terça-feira, abril 22, 2008

    Dia da Terra

    fotografia alojada em www.flickr.com
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    A zona da Ribeira da Pateira onde se localizam os grandes areeiros é dos sítios mais interessantes de Sesimbra, em geológicas e em história, passada e presente. Propriedade da Casa da Mesquita, desenvolveu-se aqui uma agricultura vibrante, sustentada pelas águas aprisionadas na camada de argila, onde se chegou a produzir milho e arroz. Mais tarde, a extracção de areias e argilas alimentou edificações de toda a região de Lisboa, e até os padrões das areias chegaram a ser "copiados" (por estrangeiros...) para estampagens. A silvicultura tem ainda um papel importante, mas a doença do nemátodo condenou esta fileira. Com a perpspectiva de desenvolvimento do projecto turístico da Mata de Sesimbra, a Casa da Mesquita começou, há alguns anos, a regularizar os grandes lagos artificiais e a florestar toda a área que se estende até à Quinta do Perú, tendo em vista constituir uma zona de lazer, ecológica e multifacetada. O fruto dessa actividade foi o desenvolvimento de ecossistemas que atrairam uma fauna espectacular, principalmente de aves, algumas delas sob protecção. É um microcosmos extraordinário, desconhecido da maior parte dos sesimbrenses.
    Coordenadas: 38 30 46 N   9 05 41 W (copiar/colar no Google Earth)
    The area of Ribeira da Pateira is one of the most interesting places of Sesimbra. Owned by Casa da Mesquita, these sandy lands have seen a vibrant agriculture in the past, including corn and rice, supported by the waters trapped by the layer of clay. Later, the extraction of sand and clay, have sustained the building industry of the Lisbon region. Even the sand patterns have been "copied" to be used on printing. Pine tree forestry still has an important role, but it is doomed by the nematode disease. With the perspective development of a residential tourism project in sight (Mata de Sesimbra), the Casa da Mesquita began to stabilize the large artificial lakes and afforested the whole area up to the Quinta do Peru, in order to develop a zone of ecological recreation. The fruit of that activity was the development of ecosystems that have attracted a spectacular fauna, mainly birds, some of them under protection. This is an extraordinary microcosm, unknown to most of the people of Sesimbra.
    Coordinates: 38 30 46 N   9 05 41 W (copy/paste on Google Earth)

    terça-feira, agosto 02, 2005

    Ciência Viva em Sesimbra



    O programa "Ciência Viva" leva a cabo, neste Verão, uma série de iniciativas, nas quais se incluem as seguintes acções que decorrem no município de Sesimbra ou proximidades.

    Astronomia
    No próximo dia 6 de Agosto, pelas 21.30 h - Sessão de Astronomia no Castelo de Sesimbra. Esta iniciativa repete-se no dia 3 de Setembro. Mais informações aqui.

    Geologia
    Dias 13 e 20 de Agosto, nos seguintes horários: 10h, 12h, 14h e 16 h - visita de estudo da geologia da Lagoa de Albufeira, sob o lema: "Lagoa de Albufeira, uma jovem de 5 mil anos". O ponto de encontro será na margem sul da Lagoa, no parque de estacionamento junto à praia, pelas 16 horas. (inscrições: 217500066). Mais informações aqui.
    Para abrir o apetite, veja esta fotografia da Lagoa de Albufeira.

    No dia 27 de Agosto será a desenvolvido o tema "A geologia do litoral: do Tejo à Lagoa de Albufeira". O encontro terá lugar pelas 9 horas na Faculdade de Ciências de Lisboa (Campo Grande) junto ao restaurante "O Mocho". O circuito da visita percorrerá a Baía do Seixal, restinga do Alfeite e sapal de Corroios, seguindo depois para a Costa da Caparica, Fonte da Telha e terminando na Lagoa de Albufeira (inscrições: 217500066).

    Biologia
    No dia 17 de Setembro: "Biologia: Formas, cores e odores da Arrábida" - percurso pedestre não circular, passando pela Mata Coberta e finalizandpo numa zona de matos mediterrânicos; encontro; 9.30 junto ao café à entrada de Azeitão (inscrições: 217780097). Mais informações aqui.

    Dias 21 de Agosto e 3 de Setembro: "O fogo e a vegetação mediterrânica" - percusrso pedestre na área queimada pelo fogo de 2004; encontro às 10 h, junto à bomba de gasolina à entrada de V.N.Azeitão (inscrições: 968246703).

    Engenharia
    Dias 13 de Agosto e 10 de Setembro: "Visita ao centro de cabos submarinos de Sesimbra"; encontro: 10.30, Cabos Submarinos de Sesimbra na Rua Amélia Frade (inscrições: 212288275 ou 215000639). Mais informações aqui.

    Programa de Visitas ao Farol do Cabo Espichel (contacto: 212685311):
    6 - 7 - 13 - 14 - 20 - 21 - 27 - 28 de Agosto, às 18:00h.
    3 - 4 - 17 - 18 - 24 - 25 de Setembro, às 17:45h.

    segunda-feira, junho 06, 2005

    A linguagem da infâmia


    Transcreve-se abaixo o parágrafo da nota de imprensa do Governo sobre as decisões que tomou no passado Domingo, relativas ao Parque Natural da Arrábida e Parque Marinho de Sesimbra.

    Não existe ali uma única palavra sobre os pescadores ou as pescas. Apenas se refere a necessidade de "salvaguarda dos recursos e valores naturais", a "estabilidade e sobrevivência das espécies, grupos de espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente" e a "ordenação e disciplina das actividades urbanísticas, industriais, recreativas e turísticas".

    O Governo preocupou-se, assim, em "salvaguardar património arqueológico, designadamente, o subaquático, e o património arquitectónico, histórico ou tradicional da região", mas quanto à actividade da pesca, nada!

    Especificamente quanto ao Parque Marinho, o texto do Governo salienta a "aplicação, de forma faseada, de normas de protecção complementar, parcial e total", mas com o objectivo da "preservação da biodiversidade marinha para melhor usufruto dos recursos que ela presta".

    É a linguagem fria dos tecnocratas, dos biólogos que se preocupam muito com a preservação das espécies mas esquecem a própria humanidade a que pertencem.

    É claro que estas palavras são apenas uma introdução. Teremos de ler os regulamentos que foram efectivamente aprovados. Mas esta pobre linguagem tecnocrática revela apenas o que já adivinhamos: que biólogos e políticos pretendem aumentar o seu currículo à custa de programas ambientais que dão mais importância aos recursos marinhos do que ao ser humano. É uma linguagem infame de burocratas sem coração.

    Estamos certos que o Professor Luís Saldanha, amigo de Sesimbra, repudiaria esta infâmia gerada por biólogos mediocres. O Professor Luís Saldanha conhecia e vivia Sesimbra. Esta gente ignora Sesimbra - e mata-a!

    Este é um momento triste para a comunidade sesimbrense.

    texto do Governo:

    «Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNArr).


    «O Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNArr), aprovado na generalidade, estabelece os regimes de salvaguarda dos recursos e valores naturais e fixa os usos e o regime de gestão a observar naquela área protegida, com vista a assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência de espécies, grupos de espécies, comunidade bióticas ou aspectos físicos do ambiente.

    «O POPNArr integra parte dos municípios de Palmela, Setúbal e Sesimbra e tem os seguintes objectivos: i) contribuir para a ordenação e disciplina das actividades urbanísticas, industriais, recreativas e turísticas, de forma a evitar a degradação dos valores naturais, seminaturais e paisagísticos, estéticos e culturais da região, possibilitando o exercício de actividades compatíveis com o turismo e a natureza; ii) conservar os recursos naturais da região, através do desenvolvimento de acções tendentes à salvaguarda da flora; e iii) valorizar os recursos naturais, nomeadamente, os marinhos e salvaguardar património arqueológico, designadamente, o subaquático, e o património arquitectónico, histórico ou tradicional da região.

    «Neste Plano de Ordenamento definem-se também as regras do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha tendo em vista a preservação da biodiversidade marinha para melhor usufruto dos recursos que ela presta. Nesse sentido, serão aplicadas, de forma faseada, normas de protecção complementar, parcial e total.»

    sábado, maio 06, 2006

    Estrada 378


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    Quem vem para Sesimbra pela estrada nacional 378, logo a seguir ao Fogueteiro ou depois de deixar a auto-estrada, passa por uma das mais extraordinárias aberrações urbanísticas do país: a zona de Fernão Ferro. Ambos os lados da da estrada estão ocupados por construções horríveis, por stands de venda de automóveis e barcos, por depósitos de materiais de construção ao ar livre, tudo sem aparentar as condições mínimas exigíveis para este tipo de comércio. Também lá se podem encontrar piscinas pre-fabricadas em fibra de vidro, ameçadoramente colocadas à beira da estrada e outros comércios exóticos. Tudo isto está mais ou menos associado aos monstruosos bairros (?) de contrução ilegal que se espalham para lá da estrada (*), mas suponho que todas estas actividades se encontrem devidamente legalizadas, dada a sua visibilidade. Mas será assim?

    A fealdade daquele percurso é preocupante, dado que o turismo é um dos pilares do desenvolvimento desta região, e aquela é a via de acesso dos turistas que procuram Sesimbra vindos de Lisboa, nomeadamente os que chegam pelo aeroporto (o que pensarão eles daquele "faroeste" pós-moderno?) Mas, pior do que isso, é que subjacente a esta ocupação se encontra um crime ambiental, daqueles a que os nossos ambientalistas, ocupados com os casos mais mediáticos, não dão muita atenção: estas construções encontram-se sobre uma linha de água, uma zona de várzea e solo de grande qualidade agrícola.

    E quando, nos anos 60, me deslocava diariamente de carreira para a escola comercial de Almada, toda aquela várzea se encontrava agricultada com pequenas hortas e eu gostava de ver a variedade de plantações e a azáfama dos que ali trabalhavam. Quando, em 1971, trabalhei para um estudo do INE sobre os transportes, fiz vários inquéritos naquele local - que ainda pertencia administrativamente a Sesimbra - incluindo a um agricultor que estava a trabalhar naquela terra negra. Actualmente, quase tudo está ocupado com os negócios que referi, esmagado sob o cimento.

    O blogue A-Sul, que tem vindo a chamar a atenção para problemas ambientais da margem-sul, veio alertar para mais uma discutível ocupação desta linha de água: trata-se da implantação de uma central de betão, na zona já próxima da auto-estrada - ver imagem. O blogue chama especialmente a atenção para o facto de ser naquela zona que a Câmara do Seixal pretende que se localize o futuro hospital regional.

    O blogue A-Sul tem feito uma notável defesa ambiental da margem-sul, e particularmente da zona verde do Pinhal dos Frades/Flor da Mata, que se encontra sob grande pressão urbanística. Vale a pena ler os arquivos deste blogue desde o início, repletos de casos bem documentados, tais como o da piscicultura em Corroios localizada junto a uma ETAR, ou a discutível localização do Centro de Estágios do Benfica (aqui, aqui e aqui).

    O blogue inclui também fotografias notáveis, como estas da pedreira e Ribeiro do Cavalo, da Lagoa de Albufeira ou da herdade e Ribeira da Apostiça.

    Notas:
    Foi nesta zona da Flor da Mata que António Cagica Rapaz deparou com a cena que lhe inspirou o texto Chapéu de sol na Primavera.

    (*) Experimente-se abrir o Google Earth nas coordenadas:
    38 33 60 N    9 05 58 W
    o que o deve localizar na estrada 378, em Fernão Ferro; se experimentarem, a partir de uma altitude baixa (cerca de mil pés) aumentar gradual e lentamente essa altitude, verão surgir o pesadelo da construção (na maioria clandestina) naquela zona. A cerca de 32 mil pés já deve ser visível, à direita da imagem, a Quinta do Conde, por sua vez encostada a uma outra várzea em fase de ocupação: a da Ribeira de Coina, ou Vala Real (veja-se, por exemplo, a mancha de coordenadas 38 33 21 N    9 02 05 W).

    Instruções sobre o uso do Google Earth aqui.

    segunda-feira, maio 29, 2006

    Mata de Sesimbra



    Video promocional do projecto para a Mata de Sesimbra (zona Sul). Duração: 5m : 24s.

    Nota: se não conseguir visionar, tente clicar no seguinte endereço, ou copie-o para o seu leitor virtual:
    http://www.idstudiodigital.com.br/videos/animacao_sesimbra.wmv

    domingo, outubro 22, 2006

    Sabores do Outono

    abóbora porqueiramaçã camoesa da Azóia, ou férreamaçã branca ou moscatelmaçã cravo
    pera de Invernotomate de Inverno ou de pendurarmarmeloromã
    Produtos agrícolas de Sesimbra
    [ clique nas imagens para ampliar ]

    Produtores do Concelho de Sesimbra
    presentes na "Festa de Aromas do Outono"

    Pastelaria Almirante
    Sesimbra - Lg. Almirante Gago Coutinho

    Casa do Campo
    Corredoura

    Vital Casimiro Mata
    produtors de mel
    Zambujal de Baixo

    Sabino Rodrigues
    Produtor de queijo fresco e queijo da Azóia (de ovelha, amanteigado)
    Quinta dos Medronheiros
    Zambujal de Cima
    agricultura biológica
    Ana Maria
    Caixas (estrada da Aiana)
    Padaria e pastelaria tradicional

    José Marques
    Zambujal
    Produtos agrícolas diversos

    sexta-feira, março 10, 2006

    Contos da Mata dos Medos


    O ouriço e o chapim
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    «Esta mata dos medos que fica ali junto ao mar, entre Almada e Sesimbra, é povoada por bichos que falam, e que, como nós, têm as suas vidas, as suas crenças, as suas ambições, os seus medos. Medo de que o mar ali chegue, pois isso no passado acontecera, como julga o coelho. História em que a toupeira, mais instruída, não acredita, pois isso não vem nos livros. Ambição de possuir um milhar de sementes, como o chapim, pássaro avarento, a quem faltam já só 679 bagas (mas como em todos há um lado bom, este chapim, sem o saber, sonâmbulo distribui de noite o que angariou de dia e nunca mais chega ao almejado número).

    A vontade de liberdade da lagarta, que estava farta de andar sempre em fila com as outras lagartas e se torna amiga de um ouriço. Uma lagarta que adora comer livros de poesia. Para o ouriço, a maior felicidade é o descanso e o seu lema, "Quando não se faz nada, nunca se deixa nada por fazer".»
    "Contos da Mata dos Medos"
    Texto de Álvaro Magalhães
    Desenhos de Cristina Valadas
    Editora Assírio & Alvim
    Por do Sol na Mata dos Medos - imagem do blogue Oficina das Ideias

    quinta-feira, julho 07, 2005

    Incêndio na Mata


    Ocorreu ontem, quarta-feira, um preocupante incêndio na Mata de Sesimbra,na Herdade da Apostiça. O incêndioteve início ameio da tarde, junto às instalações da NATO. Segundo o jornal "Público", o fogo foi combatido por corporações de bombeiros de Sesimbra, Cacilhas,Almada, Seixal, Trafaria e Barreiro, num total de 105 homens e 31 viaturas, tendo tido igualmente o apoio de um helicóptero.

    Já no dia anterior se verificara um pequeno incêndio nesta mesma zona, mas que foi dominado com mior rapidez.

    sábado, abril 22, 2006

    Novo blogue

    fotografia do blogue 'Se Zimbra'
    [ fotografia do blogue 'Se Zimbra...' ]
    Mais um blogue pexito a navegar na blogosfera. Para já, quase exclusivamente ocupado com o projecto para a Mata de Sesimbra; trata-se do Se Zimbra..., de P. Trafaria.

    Votos de longa e próspera navegação para o Se Zimbra...

    domingo, abril 30, 2006


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    Hoje, algures na Mata de Sesimbra

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    endereços:
    http://www.geocities.com/mardogolfo/aves_30Abr2006.wav
    http://www.geocities.com/mardogolfo/aves_30Abr2006.mp3

    domingo, agosto 05, 2007

    fotografia alojada em www.flickr.com
    [ blog©Sesimbra - clique para ampliar ]
    Alforreca (Rhopilema esculenta).


      Alforreca e Faneca

      Pobre de mim, tão Faneca,
      Alforreca me fascina.
      Sigo atrás da sua coroa,
      dos seus terríveis cabelos    
      de gelatina e de prata:
      só o vê-los me atordoa,
      só o tocá-los me mata.

    Violeta Figueiredo  

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