Acabaram as férias
Levanto-me cedo e mal disposta, canto um tró-la-ró no duche para disfarçar. Ainda bem que só estão em casa a cadela e a gata que não xingam por eu cantar.
Enxugo-me devagarinho pensando na roupa que vou vestir, no cabelo que não assenta, na bota apertada, na primeira ida para o trabalho depois de uma semana de férias.
Irra, que isto é pesado!
Bolas, esqueci-me das cuecas no quarto e agora quem mas vai buscar? apetece-me gritar, não posso vestir-me, tenho de atravessar o corredor nua e está frio.
Enfim o quarto! Enfim as cuecas!
Começo a vestir-me não gostei da camisola, mergulhei no roupeiro, cabeça lá enfiada não vejo nada, esqueci-me de acender a luz, que raiva, preciso de um café, penso.
Não posso ir ao café sem a camisola. Visto apressadamente um fato de treino e lá vou eu.
- Um café por favor.
O café sabe a queimado. Ó da guarda hoje nada corre bem.
Investigação científica no sector da pesca
Luís Frazão Gomes, Secretário de Estado Adjunto e das Pescas, no
Fórum Empresarial:
"Sendo a pesca uma actividade que visa a exploração dos recursos vivos, é essencial para a tomada de decisões manter e desenvolver uma ciência da pesca.
"Actualmente, é enorme a importância das avaliações e dos pareceres científicos uma vez que, em matéria de gestão das pescarias, a promoção de uma pesca sustentável e a avaliação do risco biológico constituem preocupações de primeira linha e desafios para o futuro.
O trabalho científico surge, assim, cada vez mais, na base da identificação de problemas e da adopção de soluções para lhes fazer face.
"Para além da gestão das pescarias, o esforço de investigação deve ainda considerar outras questões que preocupam os agentes económicos e a Administração de que são exemplo a protecção do meio ambiente, em especial o meio marinho e o desenvolvimento da aquicultura, domínios de actuação que envolvem relações multidisciplinares e o estabelecimento de parcerias entre agentes públicos e privados." [artigo integral]
As Associações formadas para protecção do ambiente não têm somente o dever de proibir que o mesmo seja deteriorado. Também têm a obrigação de apresentar soluções, fundamentadas em estudos, para a regeneração dos habitats.
As soluções e estudos efectuados nesse âmbito devem ter em linha de conta os principais interessados - as populações que devem a sua subsistência a esses mesmos recursos.
Parque marinho em causa
Segundo
notícia do jornal Público duas organizações ecologistas (Quercus e Liga para a Protecção da Natureza) alertam para a possibilidade do processo de implementação do Parque Marinho da Arrábida (criado pelo
DR 23/98) poder vir a sofrer um retrocesso, com a sua possível desclassificação.
Seria mau que assim acontecesse. Mas as organizações ecologistas também têm as suas culpas neste processo. Agora afirmam que:
"Por incapacidade governativa de compatibilizar todos os interesses o Governo prepara-se para propor, no plano de ordenamento da Arrábida, uma redução substancial da Área Marinha Protegida existente, o que leva, na prática, ao desaparecimento do parque marinho".
De facto a criação daquele Parque mexe com uma série de interesses legítimos (como os da comunidade piscatória de Sesimbra) que aconselham a um processo de concertação sério e profissional. A direcção do Parque Natural da Arrábida conduziu o processo de modo burocrático, opaco e arrogante. Mas as organizações ecologistas, e nomeadamente a Quercus, ajudaram muito ao clima inflamado dos debates públicos que, em última análise, contribuíu para o impasse que se verifica e para o retrocesso que se anuncia.
São necessárias organizações ecologistas actuantes, mas é também imperativo que façam o "trabalho de casa" e não que se limitem atirar gasolina para o meio do fogo. Agora, com as coisas a andarem como andam, é fácil e oportuno clamarem que "tinham razão".
Pois se tinham, arriscam-se a perdê-la.
O Atlântico amansa quando chega a Sesimbra.
| Fotografias de Toni Schneiders |
Mercado do peixe (Lota) em Sesimbra
Fotografia de Toni Schneiders, fotógrafo alemão nascido em 1920.
A fotografia de baixo, igualmente de Toni Schneiders e com a designação de "Mercado do peixe em Portugal", pode também ter sido tirada em Sesimbra.
Veja ainda as seguintes imagens deste fotógrafo, sobre tema diversos:
| Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 | Foto 4 | Foto 5 | Foto 6 |
| Foto 7 | Foto 8 | Foto 9 | Foto 10 | Fotos 11 |