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domingo, agosto 29, 2010


Hoje quase irreconhecível, esta rua fotografada por Artur Pastor em meados do século XX, já não existe como rua: apenas uma série de quintais, nas traseiras da rua do Bairro Antunes.
Old photo by Artur Pastor, of a street now transformed in house plots.
[ Arquivo Municipal de Lisboa - Municipal Archive of Lisbon ]

 

13 Comentários:

Às 29/8/10 , Anonymous Anónimo disse...

Apenas um esclarecimento:
Este espaço nunca foi "Rua".
Sempre fez parte integrante da propriedade privada.
Como é referido no texto da imagem e muito bem, são logradouros dos prédios que lhes estão adjacentes.

 
Às 29/8/10 , Anonymous Anónimo disse...

Além disso esses logradouros passaram com o tempo a ser "ajardinados" pelos moradores dos prédios.

um bocadinho mais de investigação e evitava-se estas gaffes.

 
Às 30/8/10 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Agradeço o esclarecimento. Em todo o caso, e apelando para a boa-vontade dos leitores, creio que podemos considerar a palavra "rua" em sentido amplo (o exterior das casas, como na expressão "brincar na rua") pelo que, nesse sentido, é de uma rua que se trata, independentemente de quem é o proprietário.

 
Às 30/8/10 , Anonymous Anónimo disse...

Será que isto é a rua que começa no joaquim do moinho e nos leva ao largo da fonte onde existe duas escadarias em pedra ,onde á esquerda é o formiga

 
Às 30/8/10 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Não: essa rua chama-se Afonso de Albuquerque. Paralela a essa rua (à esquerda de quem a sobe) fica a rua do Bairro Antunes; e, ainda à esquerda desta, fica a zona fotografada.

Toda esta zona se chamava Bairro Antunes, nome do proprietário dos terrenos, José Marques Antunes, que foi, durante muitos anos, sub-chefe dos impostos.

O primeiro administrador do concelho no período republicano, Josué Felix Cascais, tinha este Antunes debaixo de olho e fez-lhe uma busca em casa, à procura de armas. Não encontrou nada, mas participou ao Governador Civil esta cómica acusação: «Estou plenamente convencido que, se não é um conspirador, é um negociante de armas.»

Isto é que eram convicções bem fundamentadas!...

 
Às 31/8/10 , Anonymous Anónimo disse...

Olha que historieta cómica tão engraçada...
Sou um historiador amador e tenho muito interesse por este tipo de "efemérides".
Já que o Sr. J. Aldeia deve estar bem documentado sobre estes inusitados dichotes e remoques do princípio de República, gostaria que divulgasse as suas fontes.
Tanto quanto se sabe, o Sr. Antunes a que refere, foi um Grande Republicano, Homem de carácter e integridade exemplares e que sempre pugnou pelo engrandecimento da mui nobre Piscosa.
Lambe-botas é que nunca foi.
Historiador amador

 
Às 31/8/10 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Sr. historiador amador, não há nada no meu comentário que indique que José Marques Antunes tenha sido lambe-botas ou qualquer outra coisa: apenas escrevi que foi sub-chefe dos impostos, e que a designação da rua (e do bairro) deriva do seu nome: leia lá com atenção. Pode estar descansado que ninguém toca no Antunes, personagem menor no frenesim republicano de Sesimbra.

O que é divertido, pelo absurdo, é a afirmação de Josué Felix Cascais, que diz estar "plenamente convencido", mas, ao mesmo tempo, reconhece não ter a certeza se o outro é conspirador ou negociante de armas. Se alguém se podia sentir ofendido, seria o sr. Cascais, não o sr. Antunes. A afirmação tem uma hilariante contradição interna, semelhante à daquele acusado que disse em tribunal: «Sr. Dr. Juiz, eu não pratiquei esse crime, juro! Mas se o pratiquei, foi sem intenção!»

A fonte é a correspondência do administrador do concelho de Sesimbra. Tomo a liberdade de lhe chamar a atenção para o facto de não haver aqui nenhuma efeméride: não estará o sr. historiador a confundir coisas demais?

 
Às 31/8/10 , Anonymous Anónimo disse...

ASPAS:
As aspas ocorrem sempre aos pares, uma no início e outra no fim do enunciado por elas contido.
O uso de aspas não está ligado a nenhum dos níveis linguísticos de análise. Em todos os casos em que ocorrem, elas exercem funções de nível superior ao sintático. No discurso oral, usam alguns recursos de entoação para obter resultados similares aos das aspas no discurso escrito. Há duas situações básicas em que usamos aspas no discurso:
1 - Indicação de foco
2 - Indicação de uso ressalvado.
É comum por entre aspas uma palavra quando queremos explicitar, que por algum motivo o uso dela no enunciado está sob ressalva. Há várias razões para ressalvar o uso de uma palavra com aspas entre ela e este foi o caso.
Como refere na sua descrição, não há confusões.
Historiador amador

 
Às 31/8/10 , Blogger J.A.Aldeia disse...

A lição sobre aspas é sumamente esclarecedora, sr. professor, mas esqueceu-se de se referir ao essencial. Não escrevi nada beliscando o sub-chefe dos impostos Antunes — logo, todo o equilíbrio semântico do seu comentário inicial me parece ficar periclitante

 
Às 1/9/10 , Anonymous Anónimo disse...

Boa tarde Sr. J. Aldeia,
A extensão do meu comentário anterior, foi tão somente para alguém cujo QI médio se integre nos parâmetros limitados por de mais de dois dígitos e cuja escolaridade seja a adequada.
Penso que é o caso.
Boas "blogadas".
Historiador amador (alcunhado de prof.)

 
Às 1/9/10 , Anonymous Anónimo disse...

Hoje em dia todos são doutores professores, engenheiros ,advogados e também são gourmets,sem ofensa porque será que o país está na maneira que está, porque será que andam sempre a bater no ceguinho , agora também digo pobre do Joâo Aldeia

 
Às 1/9/10 , Anonymous Anónimo disse...

Gostei muito da intervenção do Historiador Amador. Se um dia fizer um blog considere-me seu leitor fidedigno. Gosto da sua sapiência, devo conhecê-lo, conheço todos os literatas da região.

 
Às 6/9/10 , Anonymous LCPinto disse...

O que consigo ver nesta excelente fotografia do Mestre, é lá bem ao fundo, por trás do casario as passagens e a área molhada até à doca.

 

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