ll

sábado, junho 12, 2010

News of 1909, mixing politics and the festivities of the Popular Saints.

     Há quanto tempo se festejam os Santos Populares em Sesimbra? Seguramente há mais de cem anos, a fazer fé nesta notícia de 1909, quando se comemoravam, não apenas três, mas quatro Santos Populares: S. Marçal também era convidado.
     Sesimbra já tinha o seu Centro Republicano, desde 1908 — embora a inauguração oficial, com a presença de António José de Almeida, tivesse ocorrido em Fevereiro de 1909 — e já mantinha os thalassas (monárquicos) em sentido: bastava anunciarem qualquer coisa (uma quermesse, uma conferência) e o administrador do concelho mandava logo vir reforços policiais; e já havia marcha popular com as cores republicanas — se a notícia não for exagerada.
     As marchas «aux flambeaux» (sim, que aqui se falava francês correcto, e não a trapalhada dos alfacinhas, que dizem fulambó...) talvez fossem à luz de archotes, como em Paris, ainda que em Lisboa houvesse o hábito de utilizar balões chineses.
     Os versos da marcha são sugestivos, embora levantem uma dúvida: há ali uma referência ao governo ditatorial de João Franco, mas esse governo caíra imediatamente após o regicídio, em Fevereiro de 1908; não faz muito sentido, ano e meio depois, evocar a ditadura para augurar a República. Mas talvez fossem versos de anos anteriores: afinal, isto era gente como muita paciência...

Romeira: peça de roupa feminina, cruzada sobre o busto (em Braga, de cor vermelha nas solteiras, azul nas casadas: ver imagem →).
[ clique para ampliar ]

0 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial

Aguarelas de Turner|  O amor pelas coisas belas |  Angola em Fotos  Aldrabas e fechaduras| Amigos da Dorna Meca| Amigos de Peniche| André Benjamim| Ao meu lado| Arrábida| (flora) Arrábida| (notícias) Arrastão| @tlanti§| Atlântico Azul| Atitude 180| Badamalos| Banda da SMS|  Barcos do Norte | B. dos Navios e do Mar| Blasfémias| Blue Moon I|  Boa Noite, Oh Mestre! | Canoa da Picada|  Carlos Sargedas |  Caminhos da Memória |  Catharsis |  Caxinas... de Lugar a freguesia  | Cetóbriga| Clube Leitura e Escrita| Coelho sem Toca| Cova Gala|  Crónicas de 1 jornalista | De Rerum Natura|  Desporto Saudável | Dias com Árvores| *** Dona Anita ***| Do Portugal Profundo| El mar és el camí| Espaço das Aguncheiras| Estórias de Alhos Vedros|  Estrada do Alicerce | Expresso da Linha|  Filosofia Extravagante | Finisterra| Flaming Nora| Grão de Areia| Gritos Mudos| Homes de Pedra en Barcos de Pau| Imagem e Palavra| Imagens com água| Imenso, para sempre, sem fim| O Insurgente| J. C. Nero| José Luis Espada Feio|  Jumento  Lagoa de Albufeira| Mar Adentro Ventosga| Magra Carta| Marítimo| Mil e uma coisas| Milhas Náuticas| Molino 42| My Littke Pink World| Nas Asas de um Anjo| Navegar é preciso|  Navios à Vista |  Nazaré | Neca| Nitinha| Noites 100 alcool| Nós-Sela| Nubosidade variabel| O Calhandro de Sesimbra|  Orçadela | Página dos Concursos| Pedras no Sapato|  Pedro Mendes | Pelo sonho é que vamos| Pescador| Pexito do Campo|  A Pipoca mais Doce | Ponto de encontro| Portugal dos Pequeninos|  Praia dos Moinhos |  Quartinete | Reflexus| Rui Cunha Photography| Rui Viana Racing| Rumo ao Brasil|  Ruy Ventura | Sandra Carvalho| Sesimbra arqueológica|  Sesimbra Jobs |  Sesimbra Jovem |  Sesimbra, três Freguesias, um Concelho| Se Zimbra|  Simplicidade | Singradura da relinga| Skim Brothers| Sonhar de pés presos à cama|  Tiago Ezequiel |  Tiago Pinhal |  Trans-ferir | Una mirada a la Ria de Vigo|          Varam'ess'aiola |  Ventinhos |


Canoa da Picada