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sábado, novembro 15, 2008

Sesimbra
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«Em toda a vila se nota uma ausência de unidade de construção aliada a uma falta de gosto que se estende desde o edifício (ao nível dos grandes bairros da capital) construído a martelo junto da Vila Amália(*), com um ar autoritário sobre o aglomerado vizinho, até à bomba de gasolina montada no Largo de Bombaldes, nota evidente de ausência de espiritualidade e de mão artística de que a vila anda há muito precisada.»
João Vasco, O Sesimbrense, Janeiro de 1965.
(*) Trata-se do edifício popularmente conhecido como "arranha-céus".
Photo of the great Portuguese actor João Vasco, today, in Cascais.

João Vasco was born in Sesimbra and was among the first ones to point out the "lack of spirituality" of the modern architecture and urbanism of Sesimbra, as proved by this citation of 1965.

14 Comentários:

Às 15/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Este senhor comentou com muita razâo, ainda hoje é uma selva . Perdemos a nossa indentidade como terra piscatoria .turistas vêem a sesimbra para disfrutar da terra de pescadores não podem ir á lota ver o peixe nem tão pouco os barcos de pesca .Na Nazaré existem barcos tipicos na praia ,varinas e até o peixe a secar na praia ,e mais .

 
Às 15/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Será que quem governa ,só fez férias em Torre de Melinos ou Maiorca

 
Às 15/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Hoje em dia não são o arranha céus são o arranha Falézias e a Volta cá te Espero o arranha Cotovia e muito mais , O QUE FIZERAM A UMA QUINTA EM FRENTE AO RESTAURANTE SOLAR DA COTOVIA ,FOI UMA ABERRAÇAO Á TRAÇA PORTUGUESA .SÓ EM SESIMBRA .NEM NO SEIXAL

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Uma voz sensível contra as muralhas de betão.

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

O que vai para aqui de conversa da treta...
Contado, ninguém acredita.

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Que bom que seria Sesimbra com:
. estaleiros decrépitos sem barcos, cheios de madeira podre e ratos;
. casas a cair com inquilinos a pagar centimos de renda, sem um apincelada de tinta;
. edifícios que se iniciaram e não acabaram;
. a marginal com sapatas destruidas pelo mar e o mar a entrar com areia na marginal;
. não haver comércio;
não haver restauração;
não haver animação,

Desulpem lá, mas que idde têm estes comentadores, de onde vêm e para onde pensam que vão?

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

João Vasco, além de grande actor, revela-se aqui como um profeta.
Só os dementes agarrados ao tacho camarário podem achar que betão é progresso.

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Excelente fotografia de um grande sesimbrense e oportuna evocação plena de significado.

 
Às 16/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Muito bem dito pelo sétimo anónimo .Só os dementes.

 
Às 17/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

E o Mário Viegas, que díria disto tudo?

 
Às 17/11/08 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Não é por terem uma opinião diferente que as pessoas devem ser classificadas como "dementes": trata-se de uma palavra bastante infeliz neste contexto. É curioso que o João Vasco, numa entrevista que será publicada na próxima edição de O Sesimbrense, diz que, nesta altura, lhe chamavam "maluco" por causa das suas opiniões quanto ao turismo.

João Vasco defendia então que a marginal devia ser adaptada para turismo, embora mantendo a traça antiga, com casinhas baixas ocupadas com lojas para turistas, tais como casas de antiguidades, etc.

Que eu saiba, foi ele o único a manifestar-se contra a instalação da bomba de gasolina no largo de Bombaldes: dum modo geral, os habitantes acharam bem.

Havia também, é claro, a oposição de pessoas como o Rafael Monteiro, que achava que a vila nem sequer tinha que ser adaptada para turismo, de modo nenhum, nem com casas baixas nem altas, porque a vila era de pescadores e era para eles que devia ser melhorada. Isto não impediu, no entanto, que o próprio Rafael Monteiro abrisse uma loja de antiquário na rua prof. Joaquim Marques (a rua da futura Bolina), loja que teve uma existência efémera.

 
Às 17/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

Lá teremos de importar uns Costa Riquenhos para construir com troncos dos pinheiros da mata, fazer os telhados com ramas de palmeira, mandar os operários que constroem em betão para o desemprego e ter esperança que alguns trabalhem em empresas de segurança para prenderem os colegas que vão começar a roubar para comer. Então estes, cujas ideias contribuiriam para isto, não são dementes? Ou têm outras ideias para que a indústria da construção seja viável?

 
Às 17/11/08 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Eu tenho a certeza de que não estão dementes — e digo isto apesar de, frequentemente, eu próprio estar em desacordo com esta visão radical que acha que o betão "destruiu Sesimbra", etc. A verdade é que nas opções de desenvolvimento urbanístico que seria possível ter tomado, bem como nas que serão tomadas no futuro, há uma margem para escolhas. Uma terra como Sesimbra poderia ter tomado a opção de construir menos (já acho mais difícil a opção de construir diferentemente, em termos técnicos).

Onde existe a possibilidade de várias opções, a sociedade deve discuti-las, e deve-se dar o direito a cada um de defender a sua escolha: e isso não se faz chamando às pessoas "dementes". Um erro semelhante cometem aqueles que acham que se construiu (ou constrói) demais, quando chamam "criminosos" aos que defendem, por exemplo, o actual PDM. Devem-se debater opções com argumentos, e não insultar quem pensa de modo diferente. Quem insulta, perde a razão.

 
Às 17/11/08 , Anonymous Anónimo disse...

E o Mário Viegas, o extraordonário Mário Viegas? Que diría ele destes argumentos? Eu sei, mandava todos ... àquele sítio, sem rodeios. Pois ele era um homem inteligente e sensível, talvez até um pouco demente, mas saudavelmente demente.
Toda a gente pode ter a sua opinião, mas também pode ter as suas exclamações de revolta! Chamar demente, ou criminoso, a quem é responsável pelo estado das coisas em Sesimbra, é simplesmente, isso: REVOLTA!
Não querer reconhecer que há muita coisa errada e inaceitável em termos urbanísticos e de opções(??) turísticas para Sesimbra, é enfiar a cabeça na areia, deixando tudo passar ao lado.

Para além disso, quem é que são as pessoas que defendem o actual PDM? Com base no quê? Com que argumentos? Em nome do quê?Assessorados ou aconselhados por quem?
Porque que é que não se faz um exercício de pesquisa para avaliar da competência/qualidade dos autores/promotores de alguns dos projectos urbano/turísticos para Sesimbra? Sugiro que o faça. Depois, conte-nos aqui no seu espaço aquilo que descobriu. Se houver alguma coisa relevante, claro está!
Se calhar vamos todos ter umas surpresas. Adivinho já alguns dos nomes que podem surgir em cima da mesa ...

Por agora é tudo, boa noite.

 

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