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sexta-feira, abril 18, 2008

fotografia alojada em www.flickr.com
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Assinala-se hoje o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, que este ano é dedicado ao Património Religioso e Espaços Sagrados, pelo que se justifica uma referência ao Cabo Espichel e ao seu Santuário. Até há poucos anos anos eram famílias de Sesimbra que mantinham as tradições dos festejos populares naquele espaço, que se prolongavam por vários dias, mas uma estranha aliança entre a Câmara Municipal e uma associação religiosa sem tradições permitiu a expulsão dessas pessoas, com a acusação ignorante de que eram "ocupantes ilegais" das casas. Boas notícias foram a recuperação das pinturas (quadros) e depois do interior da Igreja. Desvanecida a ideia megalómana de ali fazer uma pousada, encontram-se agora em curso obras nos espaços exteriores, que muito contribuirão para a defesa e valorização deste sítio.
A propósito: hoje há uma "conversa na Capela" (21h30) sobre: "Nossa Senhora do Cabo: a pré-história do culto".
18 April is the The International Day for Monuments and Sites, so let us talk about Cape Espichel: a very special place, with the formidable cliff over the Atlantic Ocean, the dinosaur prints, the moorish-style tiny chapel, the church, the sanctuary built by humble people from the distant surroundings of Lisbon, or the aqueduct and garden built by the king. This has never been a monastery: the houses where built by the believers to stay during the anual festivities.
Every year, in September, the festivities and procession of Our Lady of Cape Espichel bring many people here. In recent years the Church paintings (walls and canvas) were restaured, and now it is the public space that is under works.


fotografia alojada em www.flickr.com

8 Comentários:

Às 18/4/08 , Anonymous Anónimo disse...

Caro João Aldeia,
Quem é o acusador ignorante de que fala?
Acha que a solução para o Cabo Espichel era perpetuar a solução que existia anteriormente?

 
Às 18/4/08 , Blogger J.A.Aldeia disse...

O que escrevi (tinha lá um erro, mas percebia-se) é que a acusação de que aquelas pessoas eram "ocupantes", foi uma acusação ignorante. Não visei ninguém em particular e também não tenho o hábito de denunciar ninguém.

Sim, acho que era preferível lá ter deixado as pessoas do que a situação que se seguiu. Quem acompanhou essas estadias dos sesimbrenses durante as festividades sabe como era interessante o convívio comunitário durante esses dias, com manutenção de certas tradições, como as visitas do Juíz, a ida à fonte, a arrematação de bandeiras. Cheguei a tocar nessas festas, com o João Manão e o falecido Valdemar, no ano em que foi Juíz o "19".

Que a solução engendrada não era solução, viu-se. O Tempo é um grande Mestre.

 
Às 18/4/08 , Blogger Uma por Dia disse...

Eu que não sei nada dessas histórias as raras vezes que lá passei ficava com uma sensação angustiante quando via as janelas abertas com restos de cortinas, mobilias partidas e resticios de vida activa interrompida!
Quem está de fora e não sabe de nada ficava com uma sensação que as pessoas tinha fugido repentinamente por causa de alguma calamidade :(

 
Às 18/4/08 , Blogger maria elisa disse...

O poder da natureza.

off-topic:
J.A. gostava de o convidar para o meu novo projecto. O seu blogue representa bem Sesimbra. Passe pelo meu página dos concursos. Sem compromissos.

Ao J.A. ou a quem estiver interessado.

 
Às 19/4/08 , Blogger Swt disse...

Que maravilha de imagem!

 
Às 19/4/08 , Anonymous Anónimo disse...

bela foto

 
Às 21/4/08 , Anonymous Anónimo disse...

pois é meu caro senhor, era preferível ter deixado a situação de roubo e ocupação acontecer... nós bem sabemos onde páram grande parte dos ex-votos que ali havia.. alguns até já os vimos à venda em antiquários, e alguns até nem muito longe... Se a situação anterior tinha algo de tradicional, chamava-se a boa tradição do roubo daquilo que não é seu... Festa e espírito comunitários têm outras formas - legais - de se fazerem sentir...

 
Às 21/4/08 , Blogger J.A.Aldeia disse...

Senhor anónimo: os ex-votos, em qualquer santuário, estão nas igrejas e capelas, e não nas casas, por isso nem sequer seria argumento para expulsar as pessoas das casas. Se houve roubo — e que se saiba nenhuma autoridade religiosa divulgou nenhum desaparecimento — uma tal acção responsabilizaria apenas o indivíduo ou indivíduos que a teriam praticado, e não uma comunidade ou um grupo de pessoas consideradas "ao molhe": a Igreja — tal como a lei vigente — trata as pessoas como indivíduos e não preconiza castigos colectivos; porém, pelo que escreve, parece que esse tipo de diferenciação e discernimento lhe escapa.

As famílias de Sesimbra que usavam as casas por altura das festividades, eram e continuam a ser famílias de crentes, participando nas festividades religiosas da sua terra, por isso é de espantar que as venha aqui acusar de serem ladrões.

 

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