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terça-feira, junho 26, 2007

fotografia alojada em www.flickr.com
[ blog©Sesimbra - clique para ampliar ]

     A velha Alfarrobeira encontra-se em muito mau estado. Nos últimos anos foi-lhe cortada grande parte da copa e, há semanas, com uma daquelas máquinas utilizadas para aparar as ervas e arbustos das bermas, fizeram-lhe uns brutos cortes na zona do tronco, visíveis na fotografia. Não se deve tratar assim nenhuma árvore, e muito menos a velha Alfarrobeira. Com semelhantes tratos não é de admirar que se encontre doente, como denota a parte superior da copa, já sem folhas.
     Para tornar esta situação ainda mais absurda, está-se a construir um grande bloco de apartamentos ao seu lado, o qual, na publicidade de vendas, se auto-designa como urbanização "da Alfarrobeira".
     A Alfarrobeira, para quem não sabe ou não se lembra, está ali há muitos anos, à beira da mais antiga estrada de Sesimbra, que nascia junto à capela de S. Sebastião e continuava no que é hoje a rua Ramada Curto, seguindo depois até Santana. Também ali se fixou o limite das freguesias de Santiago e do Castelo. Imensas vezes passei pela Alfarrobeira a caminho de casa, a pé, noite dentro, olhando-a com respeito, temendo que houvesse algum fundo de verdade nas lendas e histórias de assombrações que dela se contavam.
     Deve certamente ser possível fazer algo pela velha Alfarrobeira - não a podemos abandonar à sua triste sorte.

fotografia alojada em www.flickr.com
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Coordenadas para o Google Earth: 38 27 07.78 N 9 06 10.35 W

3 Comentários:

Às 29/6/07 , Anonymous uma camponesa amante da vila disse...

esquecem que as árvores e a paisagem tambem é património,em sesimbra só interessa a praia eo Cimento...

 
Às 3/10/11 , Blogger Tii disse...

tenho mt pena de ver uma alfarrobeira assim, tenho arranjado alfarrobeiras e essa precisa duma ajuda...

 
Às 4/10/11 , Blogger João Augusto Aldeia disse...

Actualmente está melhor. O problema é que não tem tido o diagnóstico especial de que necessita. Numa altura em que tinha perdido quase todas as folhas, desenvolveu uma série de rebentos por todo o tronco e ramos. Um dia passei lá e estava uma brigada da Câmara a começar a arrancar estes rebentos. Fui falar com eles e perguntei se sabiam o que estava a fazer. Eu não sabia minimamente se era acertado cortar os rebentos ou não, mas desconfiava que eles também não. E não sabiam: ficaram na dúvida e abandonaram o local, devem ter ido falar com algum superior, e a minha "popularidade" entre os meus colegas da Câmara deve ter descido mais uns pontos. Parecia-me que aquele enorme surto de rebentos (que nunca tinha visto antes em tanta quantidade) podia ser uma resposta da alfarrobeira à perda de folhas. Hoje estou mais certo disso, pois, desde então, a árvore foi gradualmente ganhando folhagem.

 

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