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quinta-feira, setembro 28, 2006

«[...] Camões Vieira, Pessoa, são heterónimos. São heterónimos de uma coisa fundamental que é o quê, afinal? É o desejo no eu de que haja no mundo alguma coisa que seja a realização plena do homem! Entendendo que o homem não é apenas esta coisa que vive aí uns anos e morre, mas que é alguma coisa de eterno, como uma centelha de fogo. É a centelha que se apaga, mas é também o fogo que sempre existe no mundo, qualquer aspecto que tomemos! Então o Camões, Vieira, Pessoa são aspectos de várias épocas, de várias tonalidades, de vários temperamentos, com o mesmo ideal de que haja no mundo alguma coisa que seja a realização plena do homem. A ideia de que essa realização plena não existirá se nós escolhermos, se fizermos tal coisa e abdicarmos de tal outra! Mas que essa realização plena é a disponibilidade para tudo. Uma disponibilidade que é ao mesmo tempo quieta, sentada, passiva, e uma disponibilidade que tem um ideal. É a disponibilidade para o tudo, nos vários aspectos com que o tudo nos aparecer.»

Agostinho da Silva
in "O Império acabou: e agora?"

1 Comentários:

Às 28/9/06 , Blogger navegador disse...

Bom dia
de passo a passo se avança, se remove o que não se torna rentável e se constroi a modernidade.

Tá certo! No entanto, existem aspectos a preservar, que são característicos, ou seja, aqueles de interesse e que nos colocam no mapa como vila de grande qualidade.

Não me refiro apenas às pessoas, a aspectos geográficos e económicos, incluindo-se a qualificação e ordenação urbanística que temos.

Neste caso, para avançar, as infra-estruturas tornam-se fundamentais, por exemplo: saneamento, luz, esgotos, semáforos, cultura, 1 cinema ou até um clube desportivo.

Na época balnear ou fora dela, são muitos apreciados, centros de convívio entre residentes ou forasteiros, eu, por mim, gosto de cinema e visitar recintos desportivos que se encontram abertos ao público.

E acima de tudo civismo e paciência nos tempos de espera.
Obrigado e Cumprimentos.

 

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