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sábado, abril 08, 2006

Um castelo com vista para a praia


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Encontrei esta história numa página da escola dinamarquesa de Hornbæk. Trata-se de um texto feito por várias crianças, de países diferentes, que vão escrevendo os capítulos em sequência. Tudo começa pela mão de um menino de 5 anos, desta mesma escola de Hornbæk:

Era uma vez um Rei e uma Rainha e os seus dois filhos que foram para Greenland, que era uma ilha da Dinamarca, com muita neve e muitos icebergues. Greenland era a maior ilha do mundo. Um dos filhos foi raptado, porque a famíla real tinha um diamante muito grande e muito caro. O outro filho era um hippie, que queria "Paz na Terra". Ele pegou no seu "hippie-móvel" e propôs um negócio. "Deixemos que o anel fique no dedo da minha mãe e usemos o meu emblema "Paz na Terra", que é de ouro". A famíla real voltou a Copenhaga e...

A seguir foi a vez dum menino português, de 6 anos, da "Escola Básica" da Cruz de Pau, dar continuidade à história:
A família real regressou a Copenhaga e resolveu dar uma recompensa ao seu filho hippie. O Rei e a Rainha decidiram dar-lhe um castelo numa terra estrangeira onde pudesse alargar a "Paz na Terra".

O príncipe hippie pensou bastante e finalmente decidiu que gostaria de ter um castelo em Portugal, um lindo país com uma maravilhosa paisagem e tempo ameno. Eles usaram a internet para procurar o melhor lugar para o Príncipe. Encontram um castelo muito bonito e grande, no centro de Portugal, com vista para a praia, num lugar chamado Sesimbra.

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A história passa agora a ser contada por meninos dinamarqueses, da escola de Høng Kommuneskole, e quase que se pode adivinhar o que aconteceu a seguir:
Nas montanhas à volta do castelo viviam alguns ogres. Habitavam grandes cavernas onde estava frio e muita humidade. Os ogres eram muito feios. O nome do chefe era Børge. Ora, como os ogres estavam fartos de viver naquele lugar, queriam capturar o castelo ao Príncipe. Numa noite muito escura o castelo acordou subitamente por causa de um ruído terrível. Os ogres batiam nos seus escudos ao mesmo tempo que avançavam sobre o castelo...

O capítulo seguinte ficou a cargo de um menino italiano, com 5 anos, da escola "Gianni Rodari", em Udine:

Os ogres entraram no castelo e expulsaram o Príncipe e os outros habitantes. Junto ao castelo havia um caminho que conduzia à beira mar. Perto da praia estava um grande navio dinamarquês pronto para partir. O Príncipe decidiu ir para Itália, outro país bonito e quente. Passaram o estreito de Gibraltar e navegaram nas águas calmas do Mediterrâneo.

Não foi preciso navegar muito até que encontraram a Sicília, uma ilha soalheira e amena. Decidiram parar ali. Algumas pessoas estavam no porto à espera do navio dinamarquês. Convidaram o Príncipe hippie e o seu amigo para almoçarem em suas casas, apesar de serem estranhos. Foram muito simpáticos e amigáveis e ofereceram-lhes doces sicilianos para comerem durante a viagem. Disseram então adeus aos seus novos amigos e abandonaram aquela adorável ilha.

Então o Príncipe lembrou-se de que tinha uma tia - irmã da mãe - que vivia num antigo e famoso castelo no noroeste da Itália, numa linda terra chamada Trieste. O castelo de "Miramare", localizado junto ao mar, era o sítio ideal para continuarem a sua missão.

Bem, a história continua depois a ser contada por meninos de Idrija (Eslovénia), Nishi-awakura (Japão), Kerteminde (Dinamarca), Odense (Dinamarca), Angelstad (Suécia), Trørødskolen (Dinamarca), Rodes (Grécia). Nesta altura já vai no Capítulo 11 mas desconfio que não acaba por aqui - e vale a pena lê-la toda. Quem não souber inglês, vê os desenhos, que também são muito bonitos e amenos.


Nota: esta iniciativa integra-se no programa eTwinning, que pretende promover parcerias entre escolas europeias utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Alunos da escola da Cruz de Pau fazem também um jornal electrónico conjuntamente com alunos da escola de Skole, na Eslovénia: Bridges.

2 Comentários:

Às 9/4/06 , Anonymous Vêlásenãomeapagas disse...

É "quase" a mesma coisa que a Douzelage inventada pelo comunista Ezequiel Lino.

 
Às 11/4/06 , Anonymous Urban@ disse...

Grande iniciativa de aproximação de culturas e crianças. Um exemplo a seguir. O João consegue surpreender-nos sempre pelas curiosidades! Bravo!

 

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