ll

domingo, janeiro 01, 2006

N. S. da Aparecida

A barca "Nossa Senhora da Aparecida" aportou a Setúbal algum tempo depois da partida de Sesimbra, devido a condições de tempo adversas, conforme se pode ler na página Rumo ao Brasil:
"No dia 18 de Dezembro, largaram com ventos a favor, e com o apoio das centenas de pessoas que assistiram e partilharam com eles o momento da partida. Só que a Natureza trocou as voltas aos 4 marinheiros. Primeiro caiu o vento, depois virou para Sul o que obrigou a barca a fazer bordos sucessivos, ou seja, a remar contra a maré. Dizem eles “parecia que não conseguíamos sair do mesmo sítio, pior, andávamos para trás”. Por último, as previsões meteorológicas avisavam que ia entrar uma baixa de pressão. O vento continuaria a soprar de Sul; a tempestade era dada como certa no mar. Reunida a equipa, decidiram fazer meia volta e regressar ao porto de Setúbal."
Quando as condições melhoraram, no dia 27 de Dezembro, a "Nossa Senhora da Aparecida" retomou a sua viagem.

Esta inicitiva tem um valor extraordinário, não só pela sua celebração histórica do achamento do Brasil como pela recordação da excelência dos antigas barcas à vela de Sesimbra - leia-se a propósito o sucesso da barca que acompanhou a princesa Catarina de Bragança a Inglaterra, em 1662 [ler aqui]. Parece haver, no entanto, algum optimismo na comparação que se faz entre as barcas de Sesimbra do século XX e as caravelas quinhentistas (ou com as naus, como também se disse). As barcas de Sesimbra, por exemplo, alteraram a sua forma quando foi feita a introdução dos motores, passando a ser mais "gordinhas"; é possível que esta alteração tenha modificado as suas capacidades marinheiras, compensando-o pela eficiência da força motriz.

Por outro lado, a "Nossa Senhora da Aparecida" não utiliza o velame tradicional das barcas de Sesimbra, mas sim velas modernas, nomeadamente o spinnaker (vela que faz um "balão" na proa) próprias dos modernos iates, e que pode não se revelar uma combinação eficiente em todas as condições. Os nossos valorosos velejadores, no entanto, tendo testado a sua embarcação e velame, não deverão ter problemas neste domínio. Fazemos por isso votos para que tenham o maior sucesso na sua aventura.

3 Comentários:

Às 2/1/06 , Anonymous Anónimo disse...

Acho que fizeram mt bem em voltar pois em primeiro lugar esta a segurança, mas não percebo porque foram para Setubal e não para Sesimbra.

 
Às 3/1/06 , Anonymous Anónimo disse...

Onde é Sesimbra?

 
Às 8/1/06 , Anonymous Anónimo disse...

Acompanhei com satisfação a saida da barca, e como é óbvio fico a torcer para que esta aventura tenha o maior êxito. No entanto,penso que é lamentável a falta de informação que se verifica em relação ao decorrer da viagem. Só 12 dias depois da saída de Sesimbra ficámos a saber que, afinal a barca nesse mesmo dia,e por questões de segurança, acabaria por voltar para trás, direita ao porto de Setúbal...de onde acabaria novamente por se fazer ao mar,10 dias depois, isto é, a 27 de Dezembro. A partir daqui,e até ao presente momento(8jan)não mais se viu qualquer informação. A própria imprensa de Tenerife,para onde a barca deveria chegar a 3 de janeiro,não fez qualquer refª. É pena porque tal como eu existem muitas pessoas que gostariam de saber regularmente pormenores sobre esta viagem.

 

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

<< Página inicial

Aguarelas de Turner|  O amor pelas coisas belas |  Angola em Fotos  Aldrabas e fechaduras| Amigos da Dorna Meca| Amigos de Peniche| André Benjamim| Ao meu lado| Arrábida| (flora) Arrábida| (notícias) Arrastão| @tlanti§| Atlântico Azul| Atitude 180| Badamalos| Banda da SMS|  Barcos do Norte | B. dos Navios e do Mar| Blasfémias| Blue Moon I|  Boa Noite, Oh Mestre! | Canoa da Picada|  Carlos Sargedas |  Caminhos da Memória |  Catharsis |  Caxinas... de Lugar a freguesia  | Cetóbriga| Clube Leitura e Escrita| Coelho sem Toca| Cova Gala|  Crónicas de 1 jornalista | De Rerum Natura|  Desporto Saudável | Dias com Árvores| *** Dona Anita ***| Do Portugal Profundo| El mar és el camí| Espaço das Aguncheiras| Estórias de Alhos Vedros|  Estrada do Alicerce | Expresso da Linha|  Filosofia Extravagante | Finisterra| Flaming Nora| Grão de Areia| Gritos Mudos| Homes de Pedra en Barcos de Pau| Imagem e Palavra| Imagens com água| Imenso, para sempre, sem fim| O Insurgente| J. C. Nero| José Luis Espada Feio|  Jumento  Lagoa de Albufeira| Mar Adentro Ventosga| Magra Carta| Marítimo| Mil e uma coisas| Milhas Náuticas| Molino 42| My Littke Pink World| Nas Asas de um Anjo| Navegar é preciso|  Navios à Vista |  Nazaré | Neca| Nitinha| Noites 100 alcool| Nós-Sela| Nubosidade variabel| O Calhandro de Sesimbra|  Orçadela | Página dos Concursos| Pedras no Sapato|  Pedro Mendes | Pelo sonho é que vamos| Pescador| Pexito do Campo|  A Pipoca mais Doce | Ponto de encontro| Portugal dos Pequeninos|  Praia dos Moinhos |  Quartinete | Reflexus| Rui Cunha Photography| Rui Viana Racing| Rumo ao Brasil|  Ruy Ventura | Sandra Carvalho| Sesimbra arqueológica|  Sesimbra Jobs |  Sesimbra Jovem |  Sesimbra, três Freguesias, um Concelho| Se Zimbra|  Simplicidade | Singradura da relinga| Skim Brothers| Sonhar de pés presos à cama|  Tiago Ezequiel |  Tiago Pinhal |  Trans-ferir | Una mirada a la Ria de Vigo|          Varam'ess'aiola |  Ventinhos |


Canoa da Picada